sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Em tudo dai graças

"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. 1 Tessalonicenses 5:18"

Essa palavra está martelando em minha cabeça já há alguns dias. Meus amigos e parentes mais próximos provavelmente já estão começando a se estressar, porque uso-a em vários momentos. "Gunnar, tem prova semana que vem!" Amém, em tudo dai graças. "Gunnar, estou preocupado e angustiado" Amém, em tudo dai graças. "Gunnar, peço e Deus não me responde" Amém, em tudo dai graças!

Muitas vezes nos esquecemos que entregamos nossas vidas a Deus e que permitimos que Ele assuma todo o controle. Quando as coisas aparentemente não estão indo tão bem, quando nem tudo sai como planejamos ou gostaríamos, pode acontecer de entrarmos em desespero e querermos "pegar de volta" das mãos de Deus o controle de nossas vidas - como se isso resolvesse algo. HUE -. Achamos que Deus não está nos ouvindo, ou não está sendo suficientemente rápido e eficiente para nos atender. 

É natural que nos preocupemos. É humano e tal. Mas há alguns problemas. Nesse afã por resolver as coisas, esquecemos que entregamos nossas vidas a Deus para que Ele zele por ela em todos os momentos, não só nos dias bons e agradáveis. Para que possamos experimentar a boa, perfeita e agradável vontade dEle, temos que aceitar sem sombra de dúvidas que Ele sabe o que está fazendo e que Ele quer o nosso melhor!

Não dá pra ser crente e ter fé só quando as coisas estão boas. Somos cristãos em todo o tempo, ou não somos.

Ps.: o que bate aí, bate aqui primeiro. Sempre.
Ps. 2: comentem, compartilhem, dêem sinal!


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Mais dEle, menos de mim

É impressionante o quão poderoso pode ser o desejo de ter mais de Deus. Chega a ser assustador o quão alto sua alma pode clamar, mesmo que no mais completo silêncio, por mais da presença dEle.
"Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?"


Quando você pede por mais de Deus, quando se decide a clamar pela presença dEle constantemente em sua vida e por Sua condução nos seus dias, tem que estar pronto para ouvir o mais alto, poderoso, forte e doloroso grito que existe: o de sua alma implorando por mais do Criador.

"E eu vos digo a vós: Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á"

Pai, que nossos clamores sejam ouvidos e nossas orações, atendidas, pois clamamos de corpo e alma por mais de Ti em nós e menos de nós mesmos. Que nossos desejos, anseios, medos e temores sejam lançados em Ti, e que só pensemos, sintamos ou façamos o que Te agrada e provém de Ti.

De NADA adianta proclamarmos em alto e bom som que dependemos de Deus e O amamos dentro da igreja, nas redes sociais e para os amigos, mas não fazermos com que isso seja verdade em nossa vida cotidiana. Se Ele não estiver presente em todos os momentos e em todas as decisões de nossas vidas, então o que estamos fazendo nos chamando cristãos?

domingo, 24 de agosto de 2014

Paciência

"E respondeu Jesus: o que Eu faço não o sabes tu agora, mas tu o saberá depois" João 13:7

Já há alguns dias me pego pensando sobre o tempo. O nosso tempo. Controlamos muitas coisas baseados no tempo. Trabalho, sono, férias, descanso, refeições, brincadeiras, festas… Até o culto tem um limite de tempo dentro do qual é aceitável que ocorra. E nos achamos soberanos por controlarmos nosso tempo (ou acharmos que controlamos, mas isso é conversa pro futuro). O problema é quando queremos aplicar essa regra no terreno espiritual. 
A grande maioria de nós acredita que Deus, em toda a Sua onipotência e onisciência, tem que conceder nossos desejos do jeito que queremos e, principalmente, na hora em que bem entendermos. Desse modo, "jogamos Deus na parede" quando não temos nossos desejos atendidos imediatamente, ou, pior ainda, acabamos por achar que nosso Pai nos esqueceu, que não nos ama e etc. (atire a primeira pedra quem nunca pensou isso, em nenhum momento de sua vida). Já perdi as contas das vezes em que entreouvi, nos corredores e bancos de igreja, frases como "Deus tá demorando muito", "Ele ta atrasado", "desiste, irmão, isso aí não era pra ser", e até um ou outro absurdo como "Pra estar demorando assim, não é possível. Você deve estar em pecado. Vai se retratar"(é sério, já entreouvi coisas assim '-').
O que parecemos esquecer - aquela marota amnésia seletiva - é que Deus está no controle de tudo. Inclusive, evidentemente, do tempo. Quando pedimos algo que para nós é importante e isso demora a chegar, demora a ser respondido, tendemos a achar coisas absurdas, e ignoramos o primordial fato de que Deus controla nossas vidas. O que para nós parece atraso, só parece. No tempo dEle, as obras estão perfeitamente sincronizadas e cronometradas. Ele não atrasa um único segundo, e também não adianta. Faz o que tem que ser feito, no tempo certo e do modo certo, muito melhor e mais especial do que tudo o que podemos imaginar. Deus não age na nossa desconfiança, e muito menos pode ser coagido ou "
jogado contra a parede". Como disse, Ele sabe o que faz. Basta que confiemos e descansemos nEle, em Seu amor e em Sua paciência divinos e perfeitos. No tempo certo, saberemos o que Ele faz, porque Ele faz. E receberemos tudo o que tem de ser recebido.



Ps.: o que bate aí, bate aqui primeiro. Sempre.
Ps. 2: atrasei quase uma semana '-' não pretendo mais deixar que isso aconteça
Ps. 3: leiam, divulguem, opinem, compartilhem… Manifestem-se =D

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Amor

"Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.[…] Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca." (Is 53 - 5; 7)

Muitas vezes me perguntei o motivo da Cruz. Afinal, Deus não precisava nos comprar de volta. Foi Ele quem nos criou, somos propriedade dEle desde nossa gênese. Após o rompimento dos laços no Éden, as coisas poderiam se resolver com palavras, sem que houvesse nenhum sacrifício. Já éramos dEle. Então por que a Cruz? 

Já ouvi dezenas de pregações acerca do episódio, mas venho humildemente deixar minha impressão. Após o pecado original, foi como se fôssemos desligados de Deus. Nossa relação foi reduzida ao "pacote básico-do-básico-do-básico": sem mais aquele "tête-à-tête" com o Pai ao fim do dia, sem aquela presença (ahhh aquela presença…), sem o estar com Deus todos os momentos; os cidadãos com pecados (tipo todos) chegavam ao sumo-sacerdote que, uma vez ao ano, entrava na presença de Deus no Lugar Santíssimo e rogava pelos pecados do povo e pela nação (claro que houve exceções a essa regra, [várias, inclusive], mas estou me referindo ao geral). E acabou. Os sacrifícios animais levados pelo povo apenas cobriam o pecado; serviam como substituto da vida do pecador. Enfim… A situação até que estava andando e tal, mas não fomos feitos para o pacote básico. Simplesmente ansiamos por mais, nossa alma pede por mais dEle. E foi aí que veio a parte que, a meu ver, é mais emocionante da Bíblia (Moisés que me perdoe, mas depois disso, abrir um mar é brincadeira de criança). Estávamos longe de Deus, a ponte que nos unia a ele havia sido quebrada. Então, Deus, o Pai, Rei do universo, num gesto que em si só carrega a maior prova de amor jamais dada, envia Seu filho, único filho, para viver entre nós. É claro que Ele já sabia que Jesus seria julgado. Perseguido. Preso. Chicoteado. Morto. Ele é atemporal, já sabia de tudo isso desde antes de a criação. Mesmo assim, o fez. 


O derramamento do sangue de Cristo, na Cruz, levou todos os nossos pecados e os lançou no mar do esquecimento. E não estou falando apenas dos pecados daqueles que estavam vivos e crentes à época da morte de Cristo. Não! Cristo morreu pelo presente e pelo futuro. Por mim e por você. Mesmo antes de você nascer, é como se ali, na Cruz, Jesus bradasse ao mundo e ao inferno algo como "Morri por ele. Ele é meu. Todos os pecados dele já estão pagos pelo Meu sangue. Sua conta já está quitada, não importa se ele vai nascer amanhã ou daqui a dois mil anos. Reconstruí a ponte para ele. Basta que ele creia em Mim".


É isso. Não há maior prova de amor, nunca houve e nunca haverá. Deus entregou Seu primogênito para que nós, Sua criação e obra-prima, pudéssemos nos achegar a Ele. É simplesmente sublime.


Sua conta está quitada. Após a morte de Cristo, o véu se rasgou; você pode chegar a Deus a qualquer momento, de qualquer lugar. Ele está aí, pronto para te abraçar, te receber. Te amar. Basta que você creia nisso.


Ps. 1: a palavra que bate aí bate aqui primeiro. Entendedores entenderão.

Ps. 2: Leia, comente, compartilhe! Deixe sua opinião, ela é importante!
Ps. 3 (e o mais importante já escrito): Jesus te ama. 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Pecado (um prólogo)

Uma das coisas mais incríveis de se aproximar mais do Criador é que, quando você peca ou entristece o E.S., imediatamente sente que fez besteira. Corre atrás, pede perdão a quem for necessário pedir e clama por misericórdia e perdão divinos, e para que Seu Santo espírito não se retire de nós.

Todo pecado tem perdão; basta que consigamos sentir quando vacilamos.



Ps.: mais cenas, nos próximos capítulos.
Ps. 2: não faço ideia de quando serão lançados os próximos capítulos. Pensei em fazer um esquema de postagens semanais, mas não faço ideia de quem lê o que escrevo, logo… Maybe not.
Ps. 3: se você leu e gostou, avisa! Se não gostou, avisa também! Se não leu… Leia hahaha

domingo, 3 de agosto de 2014

De que me adianta escrever (razoavelmente) bem, saber usar com certa eficiência as ferramentas gramaticais e conseguir (nem sempre, claro) transmitir pro papel o que sinto, se tudo isso não tem propósito?

De nada adianta. De nada. E esse é o ponto.

sábado, 2 de agosto de 2014

É incrível minha capacidade de confiar nas pessoas e depois quebrar a cara.
De novo. E de novo. E, pra variar um pouco, de novo.

De que adianta confiar seus segredos, medos, angústias, felicidades e sonhos a alguém se, de repente, esse alguém some do mapa? Chega a ser cruel confiar em alguém, tornar parte de sua rotina falar, rir e chorar com alguém e, do nada, esse alguém desaparatar pra Nárnia (ou algo assim).