sexta-feira, 31 de maio de 2013

É bizarro como, nas mínimas coisas, nos mínimos comentários e atitudes, você acaba se surpreendendo.
E se decepcionando.

Isso, Gunnar. Coloque expectativas demais nas pessoas. E se ferre depois.
De novo.
E de novo.
E de novo.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Você pode me amar? Pode, claro que pode. Eu até gostaria que isso acontecesse.

Mas não recomendo,  para seu próprio bem.

Como diria Clarice Falcão: "eu queria tanto que você não fugisse de mim; mas se fosse eu, eu fugia".

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Dia do Vestibulando

Hoje, 24 de maio, chora-se comemora-se o dia do Vestibulando - adendo válido, há exatamente 676 anos tinha início a Guerra dos 100 Anos. Hoje também é considerado o Dia Nacional do Café (qualquer conexão entre as datas é mera coincidência. Ou não).

Aliás, falando de vestibulandos, sou um deles. Para medicina, sonho almejado por tantos e realizado por tão poucos. OO RAÇA PERSISTENTE essa dos vestibulandos. Fazendo parte dessa classe - os vestibulandos -, adquirimos resistência. Às tristezas, às decepções, aos simulados, à arrogância alheia, aos comentários cujo intuito é abalar nosso psicológico... O ano ou os anos de vestibular nos muda. E Lamarck ficaria feliz ao saber que o meio pode influenciar nas características do indivíduo - Gunnar, aula de evolução aqui não, né. ok, ok.

A verdade é que o vestibular é uma guerra. Sem sangue em tese, né, sem armas, sem tropas, sem mortes. Mas com dor. Lágrimas. Tristeza. Desespero. Agonia. E nós somos os guerreiros. Durante o(s) ano(s) de vestibular, abrimos mão de muita coisa. Tempo. Amigos. Família. Diversão. comida saudável Alguns, como eu, vão um pouco mais longe e mudam de cidade. Ou até de Estado. Não dormimos direito, passamos o dia e a noite estudando; simulados e provas são os marcadores de nossa agenda, e não os fins de semana.
Muitos pensam que essas concessões são em prol de uma simples prova, e nos tomam por ignorantes, omissos e afins. Mas não. Fazemos o que fazemos por estarmos perseguindo um sonho. Uma universidade, um curso, um estilo de vida. Seja qual for o curso - letras, artes, adm., ciências sociais, os badalados e os não tão conhecidos -, é por um sonho. E isso é o que importa.



Com essa breve síntese, deixo minha admiração a todos os que estão na lida. Não é simples, não é fácil. Pelo contrário, é difícil, decepcionante e doloroso.

Valerá a pena? Deixo que quem sabe escrever responda por mim:

"[...] Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.[...]"

quinta-feira, 23 de maio de 2013

É engraçado como, após certo tempo "marinando", a tristeza se transforma em decepção. Pura, simples.

A raiva também, por vias distintas, acaba por virar decepção. Mas esse processo é mais complexo. Demanda mais tempo. Mais energia. Mais dor. Eventualmente, até uma ou outra lágrima. Mas chega lá.


terça-feira, 21 de maio de 2013

É incrível a habilidade que algumas pessoas possuem de perceber onde dói, onde está o machucado.
E ir até esse local.
E jogar um pouco de sal, e bater, e ferir mais.
E mais.
E mais.
É o famoso "chutar cachorro morto", que eu considerava extinto. Até hoje.

domingo, 19 de maio de 2013

Agulhas

Já há tempos não convertia tristeza em dor psicológica. É extremamente desconcertante observar sua intensidade, e sua irrefreabilidade. É como se milhões de minúsculas, porém extremamente afiadas agulhas, estivessem em contato direto com seus pulmões. E os perfurassem quando eles se expandem. E fazer isso de novo.
E de novo.
E de novo.
E de novo.
E de novo.

Com a diferença de que, fisicamente, isso acabaria logo. Psicologicamente... Não.

sábado, 18 de maio de 2013

Um dos mais sérios problemas em não conhecer todas as razões que te deixam triste é que esse desconhecimento te frustra, criando uma incrível, porém irrefreável, espiral. Que te leva cada vez mais pra baixo.
E pra baixo.

E pra baixo.


E pra baixo.



E pra baixo.





E pra baixo.







E pra baixo.
.
.
.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Desabafo

É meio bizarro como uma atitude pode estragar seu dia e arruinar suas esperanças de um futuro agradável...

terça-feira, 14 de maio de 2013

Traduzir ou não?

Na vida, há vários modos, distintos porém interessantes, de se traduzir - ou ao menos tentar - o que se está sentindo.
Há as palavras. Modo "tradicional", mas nunca fora de moda. Com elas, pode-se dizer, num código internacionalmente válido, o que se sente. Mas existe um problema, claro. Ao transformar um sentimento numa mera palavra, perde-se a essência do que se sente. É como se o sentimento tivesse de ser reduzido para "caber" no significado que tal termo abrange.
Há a pintura. Não tão "tradicional", e por vezes controverso, esse veículo de transmissão é talvez o mais antigo já usado pelo homem. Eficiente, na medida em que é muito mais abrangente que uma simples definição de palavra. No entanto, não é internacionalmente válido. Nem todos compreendem o que quis ser dito através daquelas pinceladas na tela - ou afresco, ou _____ (insira uma base de pintura aqui).
Há a música. Minha preferida, talvez. Por ser mais "solta" e ser livre para ser virtualmente o que quiser, ela é, provavelmente, o modo em que mais se pode trazer, diretamente do fundo da alma, o que se sente. Um toque mais forte, uma melodia mais triste, um prolongamento em certo trecho da pauta... Mas ela também não é perfeita. Não é acessível a todos - é um meio caro, por vezes.

Tudo é válido. Mas nem tudo é válido. Uma poesia pode ser linda perfeita maravilhosa tocante, mas será reduzida em relação ao original. Uma pintura pode ser linda perfeita maravilhosa tocante, mas nem todos a compreenderão. Uma música pode ser linda perfeita maravilhosa tocante, mas nem todos terão acesso a ela.

No fim... Acaba que é melhor ficar quieto. Guardar o lápis, o pincel, o arco. Tampar a caneta, fechar as tintas, trancar o violino.
Guardar o sentimento para si. Ou demonstrá-lo diretamente - nada, nada supera isso.

sábado, 4 de maio de 2013

A arte de estar mal e ouvir músicas que te deixam quatro trilhões quinhentos e vinte e sete bilhões doze milhões duzentos e trinta e cinco mil quatrocentas e dez vezes pior.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

A arte de falar sem mensurar as possíveis consequências.
E passar o resto da noite se corroendo de ódio interno por ser uma pessoa tão tão burra.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Talvez eu tenha caído na maior armadilha biológica já inventada.
Talvez eu esteja com um problema grande o suficiente para ocupar parte considerável de minha mente.
Talvez... e com uma certa relutância, dado o histórico que me cerca
Maybe I am falling for someone.