terça-feira, 25 de junho de 2013

A arte de falar demais, insistir numa ideia. E acabar fazendo besteira.

"[...] Eu queria tanto que você não fugisse de mim; mas se fosse eu, eu fugia[...]".
Falcão, Clarice.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Você acha que não dá pra ficar pior. Aí se pega ouvindo Lady Antebellum. D'Black. Rick Vallen.

É, moça. Você mexeu com minhas estruturas.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Fim?

E no fim das contas, deixando de lado os sentimentos e analisando racionalmente a situação como um todo... Pode ser que não tenha passado de ilusão. Pode ser que tudo tenha sido apenas imaginação de minha cabeça, ou distorção da realidade para que a mesma atendesse minhas expectativas.
Com uma lancinante dor no coração, agora percebo que talvez nada tenha existido.

Mudança?

Talvez eu fale demais.
Talvez não. O faço.
Em diferentes momentos do dia, quero falar com você. Por motivos distintos, bobos, sérios ou infantis. Mas sempre querendo falar com você, te ouvir.
Talvez você me odeie por isso.
É plausível que, em determinados momentos e espero veementemente que não sejam todos, porque né , você acabe por querer me mandar calar a boca, do tipo "sai daqui, já falei com você hoje, some da minha frente".
Talvez eu te encha o saco.
Talvez você não aguente mais ler minhas mensagens gigantes.
Ou minha voz às 5:30 da manhã.

É, faço várias coisas erradas. As aqui descritas são apenas ponta do iceberg.
Mas juro que estou tentando melhorar.


Enquanto isso, por favor não me odeie. O processo pode demorar um pouco, afinal se nossa máquina estatal é burocrática, não poderia ser diferente com os cidadãos.

Se for muuuuuito difícil não me odiar, pelo menos que não seja tanto. Não creio ser possível achar outra baronesa assim.

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A arte de tentar manter uma postura formal, um distanciamento.
E falhar miseravelmente.
Todas as vezes.
Num momento, você está todo sério, pimpão, formal. Mesmo que a situação não exija tal comportamento.
Em outro, você fica bobo, meio atrapalhado, com um meio sorriso no rosto.

Chega a ser engraçado o que determinados acontecimentos causam e como os mesmos podem alterar seu comportamento.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Correção rápida: o silêncio, mesmo que fugaz, pode ser representativo. E transmitir mais conteúdo do que uma torrente de palavras e dor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Talvez.

Talvez, nesse mundo pós-moderno, com toda a velocidade possível, não haja mais espaço para um romantismo do estilo do século XVIII. 
Talvez, não exista mais espaço para o processo da corte.
Talvez não haja mais mulheres interessadas em uma confluência de palavras, gestos e ações que culminam no que hoje chamamos de paquera. 
Talvez, a imensa maioria delas se conforme com um "você é linda" e ceda ao dito cujo.
Talvez, não caiba mais uma conversa que vise a elevação de padrões não estéticos, mas psicológicos.
Talvez, um "seu sorriso é lindo o suficiente para iluminar todo meu dia", um "começar a semana ouvindo sua voz me dá a perspectiva de um bom período de estudos", um "sua inteligência me deixa fascinado", um "sua sensibilidade me encanta, sua intensidade me atrai" e todos os que sigam tal linha sejam suplantados por um "gata, como tu é gostosa". Sem hipocrisia de deixar de lado as características físicas, mas a) nenhuma garota é algo que possa ser definido apenas pela aparência e b) outras coisas importam muito mais que isso. 
Talvez, as garotas que pensam como Christina Yang ("Ah, dane-se o bonita! Se você quer me agradar, elogie meu cérebro.") estejam extintas, ou perto da extinção. 
Ou talvez o padrão antigo esteja de fato falido, e não haja mais atrativo para tal. 
Talvez, uma caminhada à luz do luar não seja mais tão interessante. E um jantar a luz de velas seja considerado "coxinha". E atitudes semelhantes a estas sejam tomadas por cafonas, bregas e fora de moda.

Mas são românticas. E válidas, mais que um simples e fútil elogio à beleza física.


As mulheres, uma versão MUITO melhorada - e mais visualmente agradável - dos homens, são o que pode se chamar de ápice da criação. Mais independentes, inteligentes, sensíveis e habilidosas. Gênero sem o qual a humanidade, mesmo que existisse, ficaria mais triste. E menos bela.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sentido.

Mas de que me adianta deitar a pena ao papel escrever aqui o que sinto, se tal atitude não trará de volta o que perdi, não remediará minha dor, não desaparecerá com a saudade que me assola nem apagará os erros cometidos?


Talvez o que sinto não faça sentido.
Talvez o que escrevo não faça sentido.
Talvez minhas memórias não façam sentido.
Talvez nada disso faça sentido.

Talvez, e apenas talvez, eu sem você não faça sentido.

E no fim...

E no fim das contas, não sei se consigo dizer o que mais dói.
Se as palavras ditas.
Se as palavras não ditas.
Ou se a saudade.
Saudade do que foi.
Saudade do que queria que fosse.
Saudade do que poderia ser.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Vim dizer

Vim dizer que sinto falta de nossas conversas.
De nossos papos cabeça.
De nossos papos idiotas.
De nossos risos até altas horas da noite - para vestibulandos, lê-se até meia-noite.


Vim dizer que sinto falta de você.
De sua voz.
De sua risada.
De seus comentários sarcásticos e cortantes, mas sempre com uma pitada de humor.


Vim dizer que sinto falta de uma amiga.
De uma palhaça inveterada.
De uma dama por excelência.


Vim dizer que sinto falta de você.
E com isso,
Vim dizer que sinto falta de mim mesmo.