Sabe aquelas pessoas em quem você encontra confiança?
Aquelas pessoas pra quem você pode contar tudo, sem medo de que isso caia no Twitter ou nas grandes mídias ( licença poética do professor Neto ) ?
Aquelas que não te julgam; pelo contrário, te emprestam um ombro amigo - e, claro, ouvidos e muita paciência - , e após tudo te confortam e te abraçam, sem se importar com o fato de você nunca ter demonstrado ter sentimentos?
Então...
Descobri recentemente - muito recentemente - que ainda existem pessoas assim.
Que, por mais que seja quase impossível de acreditar que ainda existam amizades sem interesses próprios, elas ainda existem.
Que ainda é possível chorara no colo de alguém sem que esse alguém dê risada de sua cara.
Que amigos, os verdadeiros, leais e eternos amigos, ainda existem.
Que eles abrem mão de seus próprios problemas, pra te ajudar...
Meus sinceros agradecimentos à:
Nicole Grigolli, Júlia Molinari e Beatriz Marques.
Porque, sem vocês, já teria ido parar no Teixeira Lima.
sábado, 11 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Atos e Consequências
?
Tá, eu sei muitas coisas. Função exponencial - e sua inversa -, sistema digestório em detalhes, história do mundo antigo em detalhes, química orgânica em - muitos - detalhes, física clássica, física moderna... Sei coisas que são usadas em teses de doutorado de química e física. Tenho vasto conhecimento em astronomia. Astrofísica.
E agora me pergunto: E DAÍ?
Me tornei uma pessoa melhor? Não. Logo, do que me vale saber mais que a imensa maioria da população?
Me fechei para os sentimentos; construí uma espécie de barragem no hemisfério direito do meu cérebro, e o ignorei. Tudo o que acontecia de ruim, jogava lá, esperando que a capacidade de armazenamento dessa barragem fosse grande o suficiente pra uma vida. Mas não era.
Por causa dessa maldita mania de ignorar tudo o que não é lógico, me tornei uma pessoa ruim. Fria, pessimista, irrascível, ranzinza. Sou pior que um velho caquético. Com isso, perdi várias coisas: alguns grandes amigos, quase toda a habilidade de socialização - acreditem, ela já exitiu! - ... Mas não foi só isso.
Me acostumei a essa barreira, logo nunca precisei controlar de fato minhas emoções. E acabei por perder o controle sobre elas. Acabei por descobrir, empiricamente, que essa barreira falha, que não é possível viver sem externar sentimentos... E que, quando essa barreira falha, sempre acabo por abrir mais uma ferida na minha alma - e pior, na de quem está perto também.
Por isso, tenho medo do meu futuro. Infelizmente, me vejo como um de nossos professores de matemática: cansado, ranzinza, sem família, achando que é melhor que os outros e se ferrando por causa disso.
Diante disso, concluo: o equilíbrio entre QI e QE é, sim, essencial. Não o tenha e você ( com a licença do profº Saulo) ferrar-se-á.
Assinar:
Comentários (Atom)