segunda-feira, 10 de junho de 2013

Talvez.

Talvez, nesse mundo pós-moderno, com toda a velocidade possível, não haja mais espaço para um romantismo do estilo do século XVIII. 
Talvez, não exista mais espaço para o processo da corte.
Talvez não haja mais mulheres interessadas em uma confluência de palavras, gestos e ações que culminam no que hoje chamamos de paquera. 
Talvez, a imensa maioria delas se conforme com um "você é linda" e ceda ao dito cujo.
Talvez, não caiba mais uma conversa que vise a elevação de padrões não estéticos, mas psicológicos.
Talvez, um "seu sorriso é lindo o suficiente para iluminar todo meu dia", um "começar a semana ouvindo sua voz me dá a perspectiva de um bom período de estudos", um "sua inteligência me deixa fascinado", um "sua sensibilidade me encanta, sua intensidade me atrai" e todos os que sigam tal linha sejam suplantados por um "gata, como tu é gostosa". Sem hipocrisia de deixar de lado as características físicas, mas a) nenhuma garota é algo que possa ser definido apenas pela aparência e b) outras coisas importam muito mais que isso. 
Talvez, as garotas que pensam como Christina Yang ("Ah, dane-se o bonita! Se você quer me agradar, elogie meu cérebro.") estejam extintas, ou perto da extinção. 
Ou talvez o padrão antigo esteja de fato falido, e não haja mais atrativo para tal. 
Talvez, uma caminhada à luz do luar não seja mais tão interessante. E um jantar a luz de velas seja considerado "coxinha". E atitudes semelhantes a estas sejam tomadas por cafonas, bregas e fora de moda.

Mas são românticas. E válidas, mais que um simples e fútil elogio à beleza física.


As mulheres, uma versão MUITO melhorada - e mais visualmente agradável - dos homens, são o que pode se chamar de ápice da criação. Mais independentes, inteligentes, sensíveis e habilidosas. Gênero sem o qual a humanidade, mesmo que existisse, ficaria mais triste. E menos bela.




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